22 de janeiro de 2026

CHEVROLET ONIX E SUA CORREIA BANHADA A ÓLEO | UM CARRO RUIM OU JULGADO E INJUSTIÇADO PELO TRIBUNAL DA INTERNET?

Antes de iniciar, quero deixar claro que sempre gostei muito dos carros GM, tive vários, Vectra, Astra, Corsa, Celta... e o que vou escrever a seguir é baseado na minha percepção pessoal, não tenho qualquer vínculo ou patrocínio da Chevrolet ou concessionária autorizada, aliás vale ressaltar, que as concessionárias da região onde moro tem me decepcionado cada vez mais pela péssima qualidade no atendimento. 

Vamos ao que interessa. Sempre acompanhei o mercado automotivo de perto e obviamente não pude deixar de notar que com o passar do tempo os carros evoluíram em alguns aspectos e involuíram em outros, por exemplo: Vou exemplificar justamente com o carro em questão, um carro popular - que diga-se de passagem nada se parece com os populares de antigamente, mas sim ainda é um carro de entrada.

O Onix Plus tem dimensões e potência similares às de um Monza dos anos 80/90 ou quase o que seria um Vectra do inicio dos anos 90. Este mesmo Onix apresenta inúmeros dispositivos de segurança, construção de carroceria com novas tecnologias e materiais, entrega razoáveis números de desempenho guardadas as proporções, ainda mais se tratando de um motor 1.0 de 3 cilindros, e talvez o maior trunfo, um excelente número de consumo. Por outro lado, é nítido o corte de custos em itens tão banais, acabamento cada vez pior, uso excessivo de plásticos, provavelmente não só por custo, mas também por alívio de peso. Enfim, os carros de um modo geral perderam qualidade em muitos aspectos e arrisco dizer quem um carro atual não vai durar o que um carro dos anos 90 ou 80 durou.

Feita esta breve introdução, falemos agora sobre a famigerada "correia banhada a óleo", responsável por queimar no mercado um dos maiores sucessos de vendas da GM nos últimos anos. Basicamente a correia de comando banhada a óleo é uma alternativa à tradicional correia dentada externa ou também correntes de comando. Aos leigos vale ressaltar que essa escolha por parte da engenharia não acontece à toa, esta alternativa é escolhida para gerar maior eficiência ao motor, resultando em algum ganho de desempenho, ganho principalmente em consumo e até mesmo em emissões de poluentes.

Esta tecnologia não é exclusiva do Onix, sendo utilizada em muitos outros modelos mundo afora e até mesmo no Brasil, como por exemplo o Ford Ka de última geração. Outro exemplo agora nos EUA é um carro muito vendido pela própria GM, o Chevrolet Traxx (não é o nosso Tracker, mas tem porte semelhante) e adivinhem? Por lá não se fala em correia banhada a óleo e o carro é um sucesso de vendas.

Mas aí vem a pergunta, de onde vem o problema então e qual é o problema de fato?

De forma bem simplificada, a correia original se usada com óleo correto, indicado no manual, com as trocas em intervalo correto, deve sim aguentar tranquilamente altas quilometragens sem manutenção ou problemas pois o óleo adequado tem propriedades que não agridem a borracha. O que acontece é que se usado o óleo incorreto, pode sim ocorrer de danificar a borracha da correia e ela começar a soltar alguns resíduos que podem comprometer a bomba de vácuo do carro bem como canais de lubrificação interna, fazendo o óleo não desempenhar o seu trabalho que é obviamente: lubrificar! Isto pode ocasionar em casos extremos a perda do motor, por tê-lo fundido, por falta de lubrificação.

Aí vem a pergunta: Mas o que acontece de fato, se tem Onix por aí rodando em frotas, aplicativo, taxi que já ultrapassaram 300, 400mil km sem troca de correia ou mesmo ultrapassaram os 600mil km já com troca de correia? Simples, manutenção correta!

O que acontece é que muitas pessoas por falta de informação, má fé de alguns  profissionais de mecânica, falsificação de lubrificante, ou mesmo empresas com grandes frotas, que fazem manutenção em lugares terceirizados de qualidade duvidosa, usando óleo errado, sem a especificação correta, Dexos1 Gen3, o que é ligeiramente mais caro do que lubrificantes normais com a mesma viscosidade.

Resumindo mais uma vez, nesses casos pode sim ocorrer o problema. A questão é, qual a quantidade de carros afetados?  Não existe um número oficial divulgado, porém após muito pesquisar cheguei a dois números, um deles falava em torno de 1700 carros e o outro que teria sido divulgado baseado em número de reclamações da GM que fala em algo em torno de 15.000 a 20.000 carros. Nenhum desses números é certeiro, mas baseado neles faço a seguinte reflexão:

Primeira pergunta: O que são 1.000 ou 10.000 carros num universo de 7 anos de produção de um motor? 3 dias ou 30 respectivamente! Isso é um número muito pequeno. 

Segunda pergunta: Você tem um Chevrolet Onix que ocorreu esse problema? 

Terceira pergunta: Você conhece pessoalmente alguém que teve esse problema e se sim, como eram as manutenções e principalmente trocas de óleo desse carro?

Acho que essas perguntas já respondem tudo né? 

Não bastasse isso, a Chevrolet divulgou recentemente na internet uma campanha de extensão da garantia do motor para até 240 mil km (ou 15 anos), mesmo para carros que não fizeram todas as revisões na concessionária, bastando uma inspeção(se necessária substituição de correia) e troca de óleo e filtro na rede autorizada para reativar, com custos promocionais para reparos. Bem como a substituição do material da correia nos modelos novos para maior durabilidade contra manutenções inadequadas. Se a montadora não confiasse no seu motor ela não bateria no peito e encararia essa campanha e certamente o teria descontinuado ou mesmo substituído por algum sistema de corrente de comando como já existe em outros motores da mesma família.

Respondidas essas questões chego a seguinte conclusão: O Onix 3 cilindros é um carro injustiçado, julgado pelo tribunal da internet. Sempre que abro o Instagram, Facebook ou qualquer outra rede social com alguma postagem sobre Onix e já vem algum entendido falando, "mas a correia banhada a oleo bla bla bla..." Façam o seguinte exercício: Observem isso, questionem se a pessoa tem ou teve um carro desse modelo que teve problemas, se ela conhece pessoalmente alguém que teve problema e se ela sabe da campanha de garantia estendida, e se sabe o que está falando... Arrisco dizer que 99% dessas pessoas estão apenas repetindo igual papagaio o que leem por aí, sem qualquer profundidade em conhecimento, apenas propagando de forma rasa uma informação incompleta e errônea. A maioria não enfrentou o problema, não conhece pessoalmente ninguém que tenha enfrentado, não tem um Onix e alguns sequer tem carro ou idade para isso.

Novamente, convido você leitor a fazer essa campanha comigo: Sempre que falarem do assunto pergunte: Você tem um Onix desse que teve problemas? Conhece alguém pessoalmente que aconteceu e se sim, tem certeza que as trocas de óleo foram feitas certinho? Se as respostas do cara disserem sim, aí ele está gabaritado para falar com propriedade que o carro é uma merda, caso contrário peça a ele que não repita isso igual papagaio pois está fazendo um papel de bobo e convide-o a fazer as mesmas perguntas que citei acima a quem porventura tocar no tema.

Assunto encerrado!  Ou não... Use o espaço de comentários abaixo para responder as perguntas que fiz no texto acima, vamos discutir o tema com sinceridade e se acha que falei alguma bobagem, por favor comente também, o espaço é seu!


Imagens: Arquivo Pessoal







25 de abril de 2022

AVALIAÇÃO, TESTE, IMPRESSÕES E OPINIÃO | CHRYSLER 300C V6 3.6 2012

Vou relatar  aos colegas leitores minha experiência com um Chrysler 300c V6 3.6 2012, o segundo modelo que esteve disponível no Brasil. Eu tive a oportunidade de guiar todas as alternativas de 300c que foram disponibilizadas por aqui, desde o 3.5 V6 antigo, 5.7 V8 Hemi, 6.1 V8 na versão SRT8, até chegar ao 3.6 V6 Pentastar da nova geração, nas carrocerias sedã antiga e nova e touring que só foi vendida no modelo antigo. Posso me considerar com bastante familiaridade com todos os modelos de 300c e ainda o seu antecessor 300m. Dessa forma creio que consigo falar com bastante propriedade sobre este carro. 

Não vou usar este espaço para falar de números exatos, ficha técnica basta alguns cliques no Google que você encontra qualquer número que desejar, mas quero sim falar sobre minha percepção sobre o carro, minhas impressões e claro, opinião.

Pois bem, vou procurar ser breve em meu relato. Eu tenho contato com este carro modelo de carro em suas mais diversas versões já há bastante tempo e sempre foi um carro que me despertou a atenção. Sempre tive interesse por sedãs alemães BMW e Mercedes-Benz, no entanto os carros americanos sempre me despertaram um algo a mais, talvez por me parecerem mais robustos, talvez não tão sofisticados quanto os europeus, mas sabe aquela receita, um pouco mais simples, mas muito bem feita? Então isso me interessa demais.

O Chrysler 300c assim como a maioria dos carros americanos é assim, não tão sofisticado quando um Mercedes ou um BMW, mas extremamente bem construído, robusto, bem feito, transmite a sensação de que foi feito para durar para sempre. Construído com materiais de bastante qualidade, a primeira impressão que se tem em relação ao modelo antigo é o significativo salto de qualidade no interior do veículos, não que o antigo fosse ruim, ao contrário, mas o modelo novo transmite a sensação de ser muito mais refinado, enquanto o antigo traz um interior bem mais simples.

Aliás existe uma grande discussão dentre os fãs do carro, muitos preferem o modelo antigo, dizem ter aquela cara de mau, enquanto o novo alguns dizem que perdeu um pouco da personalidade, outros já dizem que o antigo não tinha refinamento, o que sobra no modelo novo. O fato é que ambos são carros espetaculares. Ambos modelos estiveram disponíveis no Brasil por aproximadamente 4 anos, porém a segunda geração, mundialmente é a mais longeva, visto que ainda hoje (ano de 2022) permanece disponível a venda nos EUA, ou seja trata-se de um carro que está há praticamente 10 anos em linha sem atualizações significativas na carroceria.

Sua construção é muito robusta, é um carro notoriamente sólido, sua suspensão advém da Mercedes-Benz,  é um carro bastante confortável, espaço interno excelente, muita comodidade, talvez um dos últimos representantes de um carro americano, que ironicamente não é fabricado nos EUA e sim Canadá.

O Chrysler 300c de segunda geração é um carro que mesmo já com uma década de uso, ainda é bastante atual, com seu desenho atemporal, trazia praticamente tudo que um carro de luxo poderia ter à sua época. Um pequeno parêntese, carro de luxo no Brasil, nos EUA é só mais um carro de classe média, que inclusive lá, leva o "carinhoso apelido pejorativo" de Bentley de pobre ou Rolls-Royce de pobre. Mas brincadeiras à parte, o carro é um sucesso de vendas, muito querido pelos norte americanos, tanto é que está em linha ainda hoje ao lado de sua irmã a minivan Pacifica.

Sem dúvida no Brasil o estilo do 300c é muito marcante, alguns brincam dizendo parecer carro de mafioso, carro de patrão, carro de doutor, tudo isso fruto do seu design diferenciado. O estilo do carro geralmente é o que atrai o comprador, mas muitos desconhecem os tantos atributos que o carro oferece. Começando pelo seu excelente motor V6 3.6, de aspiração natural, que pode até não ser o mais eficiente em termos de números de desempenho ou consumo, porém se destaca em termos de robustez. É um motor já consagrado neste quesito. Empregado nos mais diversos carros da linha Chrysler Dodge Jeep, o motor é muito versátil, tem boa potência, e pelo menos em estrada faz o 300c ser um carro bem econômico. Como se sabe o intuito deste Blog não é falar em números e sim na experiência com o carro, mas vamos dar uma ideia dos números de consumo, de forma bem genérica. Cidade em torno de 7km/l, normal pra um carro desse porte, considerando que muitos carros 4 cilindros de litragem bem menor não chegam à isso. O consumo em estrada é o que mais impressiona. Se andar bem, se é que vocês me entendem, não tem milagre, diz o ditado: "cavalo anda, cavalo bebe" e ele anda bem, ou seja, nesse caso bebe bem. Porém se não muito exigido, andando em velocidades constantes, ali na faixa dos 90 / 100km/h o carro surpreende, passando com facilidade de 11/12km/l  chegando a médias bem melhores que muitos carros 4cilindros (aferido em bomba).

Creio que o que mais impressiona no carro é a qualidade da construção e acabamento interno. Pra quem não está habituado à um carro deste nível é impressionante a quantidade de itens de conforto, além de todo pacote  já esperado num carro desses, ele dispunha à sua época de tudo o que tinha de melhor, a começar ao abrir a porta, que destrava ao simples toque da mão na maçaneta (sem ser necessário apertar o botão presente na mesma em ambos os lados), com a chave presencial no bolso, ar condicionado dual zone, bancos em couro dianteiros com aquecimento e ventilação, aquecimento nos bancos traseiros, cortina de proteção solar no vidro traseiro com acionamento elétrico, teto solar panorâmico, central multimídia muito boa, rápida e atual ainda hoje uma década depois, porta-copos com aquecimento e refrigeração, enfim uma série de itens de conforto.

Em termos de segurança o carro também é uma excelente opção, visto que tem tudo o que se pode esperar de segurança ativa e passiva em um carro como este. Alguns detalhes muitas vezes nem percebemos como por exemplo, capô ativo em caso de colisão ele levanta alguns centímetros no sentido contrário para proteger os ocupantes dentro do carro ou amenizar o impacto de eventuais pessoas que possam ser atropeladas. Outro exemplo, se você engrena uma marcha e a porta do motorista está aberta ou não totalmente fechada (sabe quando fecha só no primeiro click?) ele automaticamente desengrena o carro e coloca o câmbio em P. Enfim, são muitos detalhezinhos muito bem pensados que fazem este modelo ser um carro tão bem feito.

Eu não gosto de me estender muito nos meus textos aqui, mas pelo visto já escrevi bastante, vou tentar resumir minha percepção sobre o carro. É um carro muito bom, bem construído, estrutura sólida, bastante confortável, recheado dos mais diversos mimos e tecnologias que em grande parte até hoje não são disponíveis nos carros nacionais nem como opcional. Talvez não tenha tanto carisma quanto seus concorrentes europeus, ou por conta do desapontamento dos fãs do modelo anterior. É um carro importado, naturalmente tem manutenção bem mais cara que os carros nacionais, mas se destaca meio aos seus concorrentes europeus, principalmente no quesito durabilidade. Como a maioria dos carros norte-americanos não chega a ser um bicho de sete cabeças manter um carro desses, se encontrado ainda em bom estado e tomando os devidos cuidados preventivos. Se eu recomendo? Sem sombra de dúvidas. Claro que nessa faixa de preços abre-se um leque muito grande de opções, mas se você busca um carro importado, grande, imponente, robusto, confortável, seguro e guardadas as devidas proporções, relativamente tranquilo de manter, é uma excelente opção. 

E você tem alguma experiência com algum Chrysler 300c e gostaria de compartilhar conosco? Comente! O espaço é seu!

Imagens: GRodrigues Fotografia Experiências Automotivas






























1 de fevereiro de 2022

CARRO ELÉTRICO NO BRASIL - TENDÊNCIA OU ESTRATÉGIA DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA?



De alguns poucos anos pra cá temos ouvido cada vez mais se falar em carro elétrico, e o que nos parecia tão distante, já se faz presente no nosso dia a dia. Uns ainda torcem o nariz e preferem ouvir o ronco dos velhos 6 cilindros ou V8, mas é fato que quem teve a experiência de dirigir um carro elétrico ficou encantado com o desempenho, a entrega de toda potência despejada nas rodas imediatamente ao pisar no acelerador, isso fora o silêncio ao rodar. Começamos a ver carros Premium carregando baterias em vagas especiais em Shoppings e grandes supermercados, novos empreendimentos imobiliários se preparando para essa nova realidade. Porém fica a questão, será esse o futuro? Os carros à combustão vão se acabar? Seria isso só uma jogada da indústria pra vender cada vez mais? Eu creio que um pouco de cada, vamos aos pontos:

TENDÊNCIA DE MUDANÇA?

- Penso que sim, é uma tendência natural essa mudança, mas imagino que é algo que ainda vai demorar bastante em nosso país, penso que veremos sim muitos carros híbridos nos próximos anos, como já estamos vendo, aumentando a eficiência dos veículos, visto que os motores à combustão já estão um pouco limitados em termos de eficiência energética. Penso ainda que os motores à combustão ainda tem uma vida longa em nosso país, visto que os preços cobrados por carros elétricos ainda são proibitivos para a maioria das pessoas, e outro fato é que uma frota inteira de um país não muda da noite pro dia.

CARRO ELÉTRICO É PROBLEMA ECOLÓGICO?

-Outro fator que não me parece muito claro ainda é o destino dessas baterias, como será feito o descarte e reciclagem, muitas teorias se discutem, mas não sei como será isso, em grande escala, não sei se isso não se tornaria um problema no Brasil. Creio que tenhamos ainda que debater melhor essa questão, entender melhor e fazer essa informação chegar clara ao consumidor.

QUAL O CUSTO DE MANUTENÇÃO DE UM CARRO ELÉTRICO?

-Outra questão que pelo menos por hora desperta reflexões é o custo da manutenção dessas baterias, ao que se sabe ainda é bem alto. Não me é ainda muito clara a durabilidade dessas baterias, quando serão trocadas, etc. Hoje os carros ainda estão nas mãos dos primeiros donos, muitos ainda em garantia, mas e depois, quando esses carros caírem na mão do povão? É uma questão a se observar.

O BRASIL ESTÁ PREPARADO PARA RECEBER OS CARROS ELÉTRICOS?

-Outro fator relevante, que pouco se comenta é a questão do consumo de energia no país e pq não, no mundo. Muito se fala na produção de energia elétrica no Brasil ainda ser um pouco limitada, sendo o Brasil ainda muito dependente de poucas matrizes energéticas é comum se ouvir falar de risco de apagão, toda hora vemos na televisão campanhas para economizar energia elétrica pra evitar o risco de apagão. Pensem comigo, se hoje está assim, imaginem cada garagem com um carregador de bateria consumindo energia da rede. Naturalmente deve ser desenvolvido paralelamente o investimento em infraestrutura energética do país tanto em produção quanto em distribuição, bem como busca de novas alternativas de geração individual. Como dito, isso é algo que deve ser desenvolvido paralelamente ou até mesmo antes e não tenho ouvido se falar nisso. 

QUAIS AS ALTERNATIVAS E TECNOLOGIAS EM MOTORES E COMBUSTÍVEIS LIMPOS E SUSTENTÁVEIS?

-Outros tipos de propulsores e combustíveis tem sido desenvolvidos paralelamente e não tem se dado muita atenção. Por exemplo hidrogênio como no Hyundai Nexo, que funciona como um motor à combustão normal, só que do escape sai vapor de água, e o carro em vez de poluir, ajuda a purificar o ar. Imaginem essa tecnologia aplicada em massa em grandes cidades cujo poluição do ar é um problema.


CARROS ELÉTRICOS SÃO SEGUROS EM ACIDENTES OU INCÊNDIOS?

-Eu não creio que seja um problema que não será resolvido no curto prazo, mas se fala já sobre a segurança desses carros, em caso de colisões e principalmente incêndios. Existe todo um procedimento diferente no caso de incêndio em um carro elétrico, por conta do risco de as baterias dispenderem substâncias que podem ser nocivas ao meio ambiente. Mas como falei, na Europa já existem procedimentos pra evitar o problema e creio que isso se desenvolva de forma rápida.



CARROS ELÉTRICOS SERIAM SOMENTE UMA ESTRATÉGIA DA INDUSTRIA AUTOMOTIVA?

-Já se ouve falar em discussões em mídias especializadas, que essa eletrificação seria apenas estratégia de mercado da grande indústria para substituir toda uma frota de veículos, e depois disso feito, o que levaria muitos anos, décadas talvez, e todos problemas energéticos e lixo eletrônico vierem a tona, muda-se novamente para alguma outra tecnologia e assim segue a da história da indústria. O fato é que junto com essas evoluções possivelmente teremos que desenvolver muita tecnologia para sanar os novos problemas que vão aparecer e existe sim a possibilidade de isso ser bom, afinal cria-se um problema, deve-se criar uma solução.

Enfim, texto escrito mais para fins de reflexão, discussão, bem como deixar aqui nosso registro das percepções sobre o tema no ano de 2022, vamos ver como serão as coisas daqui há 10, 20, 30 anos. E você, o que pensa a respeito? Comente, sua opinião é importante e enriquece a discussão!

Algumas vezes já tratamos de temas relacionados à outros tipos de motores, seguem alguns links de postagens dos primórdios do blog, para quem sabe enriquecer a discussão.


GERADOR DE HIDROGÊNIO


CARRO MOVIDO A AR


CARRO ELÉTRICO COM BATERIA INFINITA


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Imagens: Divulgação GM / Hyundai / BMW 



 

24 de janeiro de 2022

AVALIAÇÃO, TESTE, IMPRESSÕES E OPINIÃO - PEUGEOT 208 ACTIVE 1.5 - 2014

Dessa vez vou iniciar falando sobre minha impressão ao conhecer este carro, que de antemão digo, me surpreendeu muito positivamente. Eu confesso que faço parte do time dos que sempre ficam com um pézinho atrás quando se trata de carro francês. É inegável a significativa melhora na qualidade dos carros vendidos por aqui em relação aos de 20 anos atrás. 

Este carro é um bom exemplo da evolução das marcas "novas" em nosso país. O carro em questão é um Peugeot 208 1.5 Active ano 2014, com pouco mais de 90mil km, que comprei usado. Já tive experiências com outros modelos Peugeot, inclusive temos aqui neste blog uma avaliação de um Hoggar X Line 2012, que sugiro uma rápida leitura!


AVALIAÇÃO PEUGEOT HOGGAR X-LINE 2012


Em relação aos 207 e Hoggar, pude notar algumas semelhanças e lógico muitas melhorias. A principal delas é o espaço interno, conforto, tanto de estofamento quanto de suspensão, posição de dirigir, ergonomia, enfim... considerando um comparativo com a linha 207 2012, não da pra dizer que trata-se de um carro de apenas 2 anos de diferença. O 208 está muito a frente do seu antecessor, evoluiu demais. Como de costume neste blog, não vamos ficar falando de números, pois isso vc consegue buscar em qualquer ficha técnica no Google, nosso intuito é como o próprio título do Blog sugere, tratar da experiência a bordo do carro.



Outro ponto muito positivo é seu motor 1.5 que também é utilizado nos C3 da mesma época. É muito notório o aumento de potência em relação aos 1.4 dos 207 / Hoggar. São também muito econômicos, mas perceptivelmente mais fortes, mesmo com um aumento de litragem pequeno. 



A dirigibilidade me parece semelhante aos antigos, o carro tem boa dinâmica mesmo sendo mais macio que os anteriores. Sua carroceria da a percepção de ser maior, mais larga, a posição de dirigir parece mais alta, não sei se de fato é ou apenas impressão devido ao seu painel em formato cockpit.



Por falar em painel, talvez esse foi um dos pontos que mais chamou a atenção na época do seu lançamento. Para quem está acostumado aos painéis tradicionais pode até parecer um pouco estranho a primeira vista, já que o painel em si fica bem mais distante do motorista do que os carros convencionais, e uma curiosidade, é que os mostradores, observam-se por cima do volante e não na mesma linha do olhar da direção como nos carros tradicionais. O volante, por falar nisso é bem pequeno, tem uma pegada excelente. Esse painel diferenciado e volante pequeno trazem uma sensação diferente ao dirigir, na cidade é bem agradável pois apresenta uma excelente visibilidade e posição de dirigir.




Este carro é de uma versão mais simples, versões mais elaboradas do 208 trazem alguns itens diferenciados como o belo teto de vidro. Já tivemos a experiência de rodar no dia a dia com alguns carros populares, como o Ford Ka, Chevrolet Onix, e outros mais, o Peugeot 208 surpreendeu muito positivamente. Como dito no início do texto, este que vos fala, sempre teve algum preconceito com carro francês, mas devo lhes dizer, que boa parte do preconceito vem de ouvir o que o povo fala repetidamente. Sim podemos concordar que os produtos talvez tenham evoluído bastante, que talvez os primeiros carros vendidos no Brasil não estivessem preparados para nossas estradas ruins, falta de cuidado e manutenção da maioria dos donos e outros fatores que contribuíssem para deterioração prematura dos carros, porém podemos afirmar que muita coisa mudou. Eu ainda acho que alguma coisa pode mudar, por exemplo, os preços das peças de manutenção, na minha percepção ainda são um pouco mais altos que os concorrentes, nada muito relevante, de toda forma, se melhorassem ajudaria o consumidor final.



Em resumo posso dizer que gostei bastante do carro e acho uma excelente opção de carro popular, completo, confortável, para uso no dia-a-dia, pequenas viagens, um motor potente, econômico. Um ótimo custo x benefício. 

E você tem um carro desses? Já teve? Tem vontade de ter? Tem alguma experiência com o Peugeot 208 e gostaria de compartilhar conosco? O Espaço é seu! Comente!


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Mais algumas imagens extras pra vocês!

16 de dezembro de 2021

FOTOGRAFIA AUTOMOTIVA | O MOTORSHOW CURITIBA - 2021 | ÚLTIMA EDIÇÃO NO AUTÓDROMO INTERNACIONAL DE CURITIBA



O post de hoje é de certa forma um pouco triste, afinal, possivelmente foi a última vez que pisamos no Autódromo Internacional de Curitiba, que foi cenário pra tantas imagens legais, tantos eventos que pudemos presenciar. Fomos em várias edições do O Motorshow, quando ainda se chamava Curitiba Motor Show, também na Arrancada Força Livre, etc. Para quem gosta de carro sabe o quanto tudo isso é divertido, e ao que parece agora de fato o AIC fecha as portas, mas fechou com chave de ouro. Chega de falação, contemplem as imagens que falam mais do que qualquer palavra. Divirta-se, compartilhe, siga nossas redes sociais e veja ainda mais conteúdo legal!

Veja algumas imagens de outras edições que participamos!

CURITIBA MOTORSHOW 2015










































Imagens: Gerson Rodrigues  - Imagens protegidas por direito autoral, proibida reprodução sem autorização.

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